quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sporting 1- F.C. Porto 2

Alegria, uma grande alegria foi o sentimento que me assolou após o término da partida.

O F.C. do Porto tinha ganho o clássico e sem discussão pois foi a melhor equipa em campo em todos os aspectos do jogo.

Ao contrário do habitual não foi o “Jesu” a surprender com o onze inicial mas sim Paulo Bento com a entrada de Djaló para o vertice superior do losângulo por vez do Romagnoli. Com isto Paulo Bento tentou dar velocidade ao ultimo terço do futebol do Sporting, coisa que Romagnoli não tem mas o que ocasionou foi que o Sporting perdeu o meio campo pois o losângulo ficou a ser mais um triângulo e o Jesualdo que apresentou a equipa que eu aqui previ e aliás toda a comunicação social também mas com um esquema táctico diferente ou seja o 4x4x2 losângulo, que os adeptos á tanto tempo vêm a reclamar, principalmente nos jogos contra o Sporting, criando assim maioria de jogadores nesse espaço de terreno e liberdade de acção para os dois da frente.

Então tivemos o Porto a jogar com o Fernando no vertice inferior do losângulo, o Lucho no vertice superior, o Tomás Costa no da direita e o Raúl Meireles no da esquerda, ficando assim na frente o Lisandro (óbvio) e o Rodriguez ambos com uma mobilidade incrivel o que tráz uma imprevisibilidade enorme ao ataque do Porto, esteje este esquema de jogo assimilado pelos jogadores.

O jogo começou com o Porto a jogar muito solto e o Sporting anormalmente, pois jogava em casa, nervoso/tenso. Logo aos três minutos tivemos noção do que iria ser o jogo com uma recuperação de bola por parte do Tomás Costa ainda no meio campo do Sporting e uma rápida passagem para o ataque com vários jogadores – o próprio Tomás Costa, o Lucho, o Lisandro e o Rodriguez – acabando a jogada com um remate fraco e desviado para tristeza minha.

Mas a tristeza durou pouco pois logo aos 19 minutos após insistência de Tomás Costa (mais uma vez) e inépcia de Grimi o Porto consegue recuperar uma bola bem no meio campo do Sporting e depois de mais um ressalto Lisandro encosta para um golo fácil.

Parecia que o Porto iria tomar conta do jogo e que a coisa estava resolvida mais dificuldade menos dificuldade, mas eis que surge em campo aos 29 minutos o Sr. Lucilio Batista (árbitro) a assinalar um pénalti de Tomás Costa sobre o Moutinho que me deu arrepios, é daqueles lances que só os Anti-Porto dizem que é pénalti. Nem o árbitro que o assinalou acha que é pénalti pis não deu o amarelo respectivo ao Tomás Costa pelo jogo perigoso dentro da área. O próprio Moutinho encarregou-se de o converter e fazer assim o 1-1.

Neste momento o meu coração parou e eu pensei que, já eramos, o 12º jogador (leia-se – árbitro) já começou a jogar isto agora não para mais.
Só que os Deuses estavam com o Porto e logo aos 31 minutos sem dar tempo ao Sporting e ao 12º jogador para se arranjarem de uma forma soberba o Bruno Alves faz o 1-2 de livre directo, pleno de colocação e força.

Agora sim o Porto conseguiu controlar o jogo chegando o intervalo com o Porto claramente por cima e em todos os aspectos, não só nos golos marcados.

Na segunda parte o Sporting óbviamente entrou mais pressionante, o Porto recuou, quanto a mim um bocado de mais, aproveitando assim os espaços deixados pelo Sporting nas suas costas, lançando jogadas de contra-ataque e de ataque rápido que poderiam ter dado o 1-3 por diversas vezes, tendo inclusivé uma bola à barra atravéz de mais um livre cobrado pelo Bruno Alves. Não estando o Sporting á excepção de um remate de Liedson, entrado na 2ª parte, perto de chegar ao 2-2.

O “Jesu” aos 58 minutos tirando o Tomás Costa, que deveria ter sido expulso por duas entradas duras sobre o Moutinho, pelo Mariano; aos 73 tirando um estourado Rodriguez pelo irriquieto Hulk e por fim aos 83 minutos tirou finalmente Lucho que já mal se aguentava de pé pelo Guarin.
O jogo rápidamente se encaminhou para o fim tendo Porto saído de Alvalade com uns merecidos 3 pontos.


Tópicos que levaram o Porto à vitória: a mudança táctica, o querer dos jogadores, a entrada de Nuno na equipa basta vêr aquele abraço no fim do jogo.



Passemos agora, como é habitual à reflexão individual dos jogadores e do treinador:
Nuno – imperial, o dono da baliza do Porto, deu a segurança á defesa que tem vindo a faltar com Hélton. É bom guarda-Redes e é um lider desta equipa, uma voz de comando. Sá aquela a titude de no fim do jog ter ido chamar os colegas para irem agradecer aos adptos que se deslocaram a Alvalade para apoiar a equipa vale a titularidade.
Sapunaru – cada vez mais certinho, não é espectacular mas cumpre o seu papel.
Fucile – o nosso melhor lateral, esteve impecável.
Rolando – seguro, ao lado de Bruno Alves.
Bruno Alves – o dono do jogo, o melhor em campo de longe, pelo golo que marcou, pela liderança dentro do campo, pela estabilidade que deu à equipa, tudo, tudo.
Fernando – mais uma exibição segura, sem falhas a se apontar.
Tomás Costa – que dizer, uma excelente exibição, corre sem parar, apoia a defesa e o ataque, passa bem a bola, remata à baliza, podemos ter um grande jogador pela frente, assim o espero.
Raúl Meireles – mais uma exibição ao nível que nos tem habituado, está um senhor jogador.
Lucho – jogou numa posição mais adiantada so que é habitual, esteve bem, nota-se que está em grande debilidade fisica, ainda assim não sabe jogar mal.
Rodriguez – ainda não está no seu melhor, mas ainda assim a melhor exibição da época para ele.
Lisandro – no seu registo habitual, ou seja - alto, mas desta vez com um pormaior que foi o ter marcado o seu 1º golo na liga (esperemos que o 1º de muitos).
Mariano – não esteve mal, cobriu atrás ajudando Sapunaru, lançou umas bolas para o contra-ataque e pouco mais.
Hulk – alguns bons lançes, mas perde-se muito com a bola, está a percisar de treino especifico de quando e como deve rematar, passar e segurar a bola. Se conseguir aprender teremos mais um craque no Dragão.
Guarin – não fez nada, nem bem nem mal.
“Jesu” – os meus parabéns, e por várias razões – a 1ª pela mudança de esquema, não sei se foi por o Lucho estar inferiorizado ou por iniciativa dele o que sei é que foi acertada; 2º pelas substituições, 3º pelo gesto no fim do jogo (caiu bem na massa adepta) e 4º pela conferência de imprensa onde pôs na linha a comunicação social que na generalidade é Anti-Porto.

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