domingo, 28 de setembro de 2008

F.C. Porto x Paços de Ferreira

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008 pelas 21.15, a 4ª Jornada arrancou com um F.C. Porto x P. Ferreira.
Foi no estádio do Dragão que perante 31816 espectadores (eu era um deles, como sempre) que o F.C Porto derrotou o P. Ferreira por 2-0 com golos de Raúl Meireles aos 13 minutos e de Hulk aos 73 minutos
O F.C. Porto alinhou com Helton, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Lino, Fernando, Raúl Meireles, Tomás Costa, Lisandro, Farias e Rodriguez.
Com a não convocatória de Lucho foi Tomás Costa a saltar para a titularidade, a substituir Fuciile na esquerda da defesa tivemos Lino, que a mim me parece amelhor opção na maioria dos jogos em casa e em alguns jogos fora, pois os adversários do Porto normalmente jogam com muito poucos avançados o que permite ao Porto dar-se ao luxo de ter im lateral que não sabe defender, mas que ataca muito bem. A grande surpresa foi a inclusão de Farias na vez de Marano, não que Mariano, não deve-se ir para o banco mas pela chamada de Farias em deternimento de Hulk ou Candeias que têm sido as primeiras opções para o treinador sempre que percisa de mudar alguma coisa atravéz de jogadores saidos do banco.
Na minha opinião penso que a opurtunidade devia ter sido dada a Candeias, um jogador das camadas jovens do Porto que percisa de minutos com a equipa titular para se soltar e começar a mostrar se realmente tem qualidade ou não, porque não é a lança-lo ás feras nos ultimos 15 minutos com os jogos já resolvidos em que os restantes jogadores já estão a pensar no duche ou ainda pior com a equipa a percisar de marcar, tudo nervoso, principalmente os adeptos em que qualquer coisa de menos bom é logo aponte e assobiado.
Mas, passemos ao jogo propriamente dito, com a constituição inicial pensei que o Jesualdo ia testar o 4x4x2 com o P. Ferreira para ir afinadinho na terça contra o Arsenal, em Londres, enganei-me, Jesualdo manteve-se fiel ao seu 4x3x3 puxando Lisandro á extrema e fixando Farias no centro do ataque. Ora estando Lisandro com uma crise de confiança e com o problema da sua renovação de contrato, puxá-lo para a extrema(onde o próprio já afirmou por mais que uma vez que não gosta de jogar) não me pareceu uma boa estratégia.
O jogo começa com o Porto pressionante, o meio campo apesar do menor número de jogadores a jogar muito bem com Raúl Meireles a assumir a responsabilidade organizar, ou seja, a fazer o papel de Lucho e Tomás Costa a corre os 90 minutos sem nunca mostrar qualquer sinal de fadiga, ou seja a fazer de Raúl Meireles.
Aos 13 minutos uma boa jogada pelo lado direito do ataque portista origina o primeiro golo do jogo, uma assitência de Lisandro para um remate fora da área com o pé esquerdo de Raúl Meireles extremamente bem colocado deu colorido ao marcador, coisa que o Porto já merecia por esta altura.
Com o golo o Porto parou e o jogo ficou melancólico, o P. Ferreira não dava mais do que aquilo (entenda-se que aquilo é muito pouco) e o Porto não queria correr, e assim fomos até ao intervalo.
Na segunda parte o P. Ferreira arrisca um bocado tirando jogadores ao seu meio campo super povoado e o jogo ficou mais aberto, mas sem melhorar muito até ao fim do jogo.
Aos 57 minutos foi o momento das substituições no Porto e foi mais um momento de invenções por parte de Jesualdo, tira Sapunaru a pensar no jogo de terça-feira e tira Farias pois o que ele lá estava fazer e nada era a mesma coisa, entrando para os seus lugares Candeias e Guarin. Ficando o Porto a jogar com Tomás Costa a defesa direito (eis a invenção, depois não admira que os adeptos do Porto não gostem dele), Guarin a fazer de Tomás Costa no meio campo, candeias foi para a extrema direita, deambulando Lisandro para o centro do terreno.
O jogo em nada melhora, Candeias teve uma boa iniciativa e Tomás Costa andou um bocado ás aranhas pois não tem um minimo de rotina de lugar.
Aos 70 minutos Jesualdo queima a terceira substituição retirando o mais uma vez desinspirado e perdolário Lisandro entrando Hulk.
Finalmente uma coisa boa, iamos poder ver Hulk a jogar numa posição mais próxima da que gosta, no centro do ataque. E ele não desiludiu, três minutos após a sua entrada em campo com uma abertura muito boa para Raúl Meireles na esquerda do ataque, fazendo uma rápida rotação para finalizar com um remate para golo respondendo afirmativamente á devolução do passe por parte de Raúl Meireles.
O jogo podia ter terminado aqui pois o P. Ferreira não ameaçava a baliza do Porto e por sua vez os jogadores do Porto já só pensavam em ir tomar banho e ir para casa, para de pois sim pensar no Arsenal.

Passemos agora à avaliação individual dos jogadores e do treinador do Porto:
Hélton – Um jogo com muito pouco trablho, mas mesmo assim com uma par de boas defesas que deram segurança á defesa.
Sapunaru – Seguro, não atacou muito, pois isso estava destinado a Lino no flanco oposto, a subir de produção jogo após jogo.
Lino – Atacou imenso, formou uma boa dupla com Rodriguez pela esquerda do ataque portista, mostrou ser uma boa alternativa para o lado esquerdo da defesa nestes jogos em que Porto ataca muito mais do que defende.
Rolando – Seguro, como nos tem habituado
Bruno Alves – Com a saída de Pedro Emanuel do onze titular assume-se como o patrão da defesa e está a faze-lo bem, Saliente-se ainda que neste jogo foi o capitão do Porto e eu gostei de o vêr com a braçadeira.
Fernando – Um jovem trinco que não complica o jogo e tenta varrer tudo lá trás. O jogo não foi complicado mas mesmo assim cumpriu a defender e deu até para dar uma perninha em zonas do campo mais adiantadas, gostei de vêr.
Tomás Costa – Correu o jogo todo, falhou alguns passes, mas notou-se alguma melhoria nesse aspecto, mostrou que merece mais oportunidades. Acabou o jogo a defesa direito, onde teve algumas dificuldades de inico mas acertou o passo e no fim do jogo ainda corria cheio de vontade de mostrar o seu futebol.
Raúl Meireles – O melhor em campo, um golo, uma assistência para golo que mais se pode pedir, assumiu o papel de Lucho e fêz-lo com qualidade. Está um senhor jogador.
Lisandro López – Começou na extrema e direita e até começou bem, mexido, dinâmico fazendo inclusivé a assistência para o 1º golo. Aos poucos foi perdendo gaz, curiosamente na 2ª parte quando foi para a sua posição natural foi quando desapareceu totalmente do jogo, acabando por ser substituido. Salientar ainda mais uma excelente oportunidade de golo desperdiçada.
Rodriguez – Inconstante, alternou períodos bastante bons com períodos que parecia que não estava em campo sequer. O sistema de jogo do Porto não favorece o seu jogo e ele tarda em se afirmar como um jogador de classe como todos esperam dele.
Farias – Uma nulidade e esta tudo dito.
Guarin – Entrou muito mal no jogo, talvez falta de ritmo nas pernas, mas um jogo muito fraquinho.
Candeias – Mexeu com o jogo, teve um bom remate, reclama mais minutos de jogo.
Hulk – A jogar no centro do terreno mostrou algumas qualidades que até agora não tinha mostrado, se passar a bola mais vezes como fez no lance do 2º golo ( do qual foi o autor) pode vir a ser um caso sério para titularidade na equipa do Porto.
Jesualdo Ferreira – Chamam-lhe Professor eu chamo-lhe o Inventor “Jesu” e mais uma vez não desiludiu, foi desenterrar o Farias para a titularidade e descobriu um novo defesa direito, Tomás Costa de seu nome. Tarda em dar força esta equipa que é nova em idade e em jogadores chegados ao nosso futebol, precisando de um treinador forte, que o “Jesu” não mostra ser.

Sem comentários: